A execução da Agenda ATE permitiu alcançar resultados relevantes e identificar boas práticas para futuras iniciativas de inovação colaborativa. A colaboração entre empresas e entidades científicas e tecnológicas, a validação de soluções em ambiente real e a integração de software e inteligência artificial, revelaram-se fatores importantes para acelerar a inovação e aproximar as tecnologias do mercado.

A Agenda evidenciou ainda a importância de preparar, desde as fases iniciais, a industrialização, certificação e internacionalização das soluções, contribuindo simultaneamente para reforçar as competências e a capacidade de colaboração do ecossistema nacional de inovação.

Conheça mais na tabela abaixo:

Barreira  Boas práticas identificadas  Replicabilidade 
Maturidade tecnológica insuficiente  Adotar metodologias ágeis, validar continuamente as soluções e evoluir progressivamente o TRL antes da industrialização. Elevada. Aplicável a qualquer projeto de desenvolvimento tecnológico.
Restrições regulamentares e legais  Envolver entidades reguladoras desde as fases iniciais e integrar requisitos regulamentares no desenho das soluções. Elevada, sobretudo em energia, mobilidade, hidrogénio e infraestruturas críticas.
Ausência de condições reais de demonstração  Conceber planos alternativos de demonstração e recorrer a infraestruturas experimentais complementares. Elevada, especialmente em tecnologias emergentes.
Integração tecnológica complexa  Privilegiar soluções interoperáveis e arquiteturas abertas desde o início do desenvolvimento. Muito elevada, aplicável a plataformas digitais e sistemas inteligentes.
Escassez de recursos humanos especializados  Planear antecipadamente o recrutamento de perfis especializados e desenvolver mecanismos de retenção de talento. Elevada, sobretudo em áreas de software, IA e ciência de dados.
Disponibilidade limitada de dados para validação  Desenvolver metodologias robustas que acomodem cenários de observabilidade parcial e qualidade variável dos dados. Elevada em projetos de IA, gémeos digitais e monitorização.
Alterações nos consórcios  Definir mecanismos de governação flexíveis e planos de contingência para alterações do consórcio. Média, relevante para projetos colaborativos de grande dimensão.
Atrasos na execução física e nas infraestruturas  Acompanhar continuamente o cronograma e manter flexibilidade na gestão do projeto para responder a fatores externos. Elevada, aplicável a projetos com investimento em infraestruturas.